quarta-feira, 21 de março de 2012


Carta do leitor

 #O que é uma carta ao leitor?
 A “carta do leitor” é um texto em que o leitor escreve para um jornal ou 
revista para apresentar opiniões, sugestões, críticas, perguntas, reflexões,
 elogios, etc

# Características:
a) não há regras estabelecidas, mas o leitor precisa ter cuidados caso 
queira que seu texto seja publicado;
b) recomenda-se escrever a alguém (jornalista, cronista);
c) especificar previamente o assunto (opinar, sugerir, criticar...);
d) linguagem clara, precisa e podendo ser informal, desde que não se use
 palavras de baixo-calão;
e) ser breve, já que não há tanto espaço num jornal.


Exemplos:
“A reportagem sobre Bullying foi muito interessante. Gostei muito do 
questionamento da entrevistada a respeito da prática de se chamar o
 aluno pelo número e não pelo nome, situação muito comum nas escolas.
 Por isso, minha pergunta é: seria ou não essa também uma forma de bullying?”
 (Susana Santiago, 16/04/2011, Jornal O Povo)


"O que me assusta no MMA não é a violência dos golpes, mas o sentimento 
de êxtase que invade a plateia quando o sangue jorra. Enfim, o que nos tornamos?"
(FERNANDO CEZAR A. LORANDES , Volta Redonda, RJ - Revista Veja,21/03/2012)


Atividade:Escolha uma das cartas nos exemplos acima e escreva uma carta do leitor 
debatendo sobre o questionamento levantado  pelos leitores:


Produção dos alunos

MMA
Não se dirige ao que nos tornamos, Porque naquela aflição ou entusiasmo,
as pessoas querem ver um vencedor,e quando o sangue jorra a torcida agita.
penso que  todos nós temos um instinto para brigas e que precisamos aprender
a controlá-lo, porém,  todos nós devemos saber que MMA é um esporte para 
juntar pessoas.
( Valdecir Batista R. Junior, Itaperuna dia 27/03/2012 )

Sim. Acho que colocar apelidos é bullying e às vezes, há um constrangimento
 com o apelido, por mais que  ele seja carinhoso, cada um prefere ser chamado 
pelo o seu próprio nome. Eu acho também que o bullying deve  ser exterminado.
( Antonio Carlos Gabriel da Silva Junior, Itaperuna-RJ, 27 de março de 2012 )


Gostei muito do que retratou a revista, pois a prática do bullyng infelizmente é 
presente nas escolas. Eu penso que não é necessário chamar o aluno por número, 
pois se o aluno tem seu próprio nome para ser chamado, por que  chamá-lo pelo número?
O número é usado só para a organização do diário, e não para virar seu próprio nome...
( Khamylla Batista Riguetti Reis, Itaperuna dia 27/03/2012 )


Sobre o comentário do MMA, eu acho que é uma luta comum ou  normal a qual apoio
 e defendo. Para mim, não é violência e sim um torneio comum. Quando o sangue jorra,
 eu me sinto um pouco incomodada, mas é aquele ditado “quem tá na chuva é pra se molhar”.
 Eu já pratiquei  esse tipo de luta, E aprendi a respeitar  regras, a me defender contra assaltos,
 enfim eu adoro. 
(Tainá Albino da Costa, Itaperuna-RJ 27 de março de 2012)


No meu ponto de vista,  todos têm seu direito. Os lutadores estão lá porque querem e optaram por isso,  são profissionais  e recebem para isso. A plateia tem todo o direito de fazer toda a farra que quiser, pois estão pagando para ver. Mas ATENÇÃO não pratique esse esporte  na escola ou na rua.
(Lucas R.S,Tombos –MG, 29/03/2012.)

Eu gosto muito do MMA,é um esporte muito legal, mas é muito perigoso.Quanto as brigas com sangue, acho violento e  muito perigoso também, penso que seja por isso que a plateia se agite tanto.
 (Walison Leandro,Tombos –MG ,  29-03-12)

Creio que por um lado, não é bullyng, pois é mais fácil fazer a chamada, mas, por outro lado tira a personalidade do aluno,pois cada aluno tem nome e gostaria de ser chamado por ele. (Carla Katrine Dias,Eugenópolis-MG, 27-03-2012) 

terça-feira, 20 de março de 2012


Um exemplo de paródia e de transgressão/manutenção
 é o poema "As meninas da gare", do escritor 
modernista Oswald de Andrade, transcrito abaixo,
 e que parodia um trecho da Carta de Caminha:

Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e
 gentis,  com cabelos muito pretos, compridos pelas costas;
 e suas  vergonhas, tão altas, tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras
 que, de as nós bem olharmos, não se envergonhavam.

( CAMINHA, Pero Vaz de Cartas a EL Rei D. Manuel São Paulo. DomInus. 1963)

 As meninas da gare  (Oswald de Andrade)
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha
  (ANDRADE, Oswald de. Cadernos de poesia do aluno Oswald.
São Paulo: Cículo do livro,p.72)

 *Irônico, irreverente e parodiador, Oswald de Andrade recriou
 poeticamente em "As meninas da gare" um trecho da carta de 
Pero Vaz Caminha a Dom Manuel. As palavras da carta e do
 poema são praticamente as mesmas, mas o sentido é diferente. 
Caminha fala da inocência das índias, tanta inocência que elas
 tinham que de olhar as suas vergonhas, ele não sentia vergonha.
 Já o poeta, ao dar um título (As meninas da gare), muda a semântica: 
gare, em francês, significa estação de estrada de ferro, ou seja, eram 
as prostitutas e justamente por serem prostitutas, não sentia vergonha 
de muito bem olhar suas vergonhas


terça-feira, 31 de janeiro de 2012



Queridos alunos,

Sejam bem-vindos a mais um ano letivo!!! 
Geralmente nos esmeramos em tudo que é novo. O 2012 
escolar está apenas começando!! Que todos vocês 
consigam colher bons frutos nessa jornada!!!

Contem comigo!

Professora: Sandra

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


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Acentuação dos Ditongos das Palavras 
Paroxítonas

Some o acento dos ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba) abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte):

idéia - ideia
bóia - boia
asteróide - asteroide
Coréia - Coreia
platéia - plateia
assembléia - assembleia
heróico - heroico
estréia - estreia
paranóia - paranoia
Européia - Europeia
apóio - apoio
jibóia - jiboia
jóia - joia

ATENÇÃO! As palavras oxítonas como herói, papéis e troféu mantêm o acento.




Acento Circunflexo Em Letras Dobradas

Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos):

crêem - creem
lêem - leem
dêem - deem
vêem - veem
prevêem - preveem
enjôo - enjoo
vôos - voos


Acento Agudo de Algumas Palavras Paroxítonas

Some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas:

baiúca - baiuca
bocaiúva - bocaiuva
feiúra - feiura

ATENÇÃO! Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí.





Acento Diferencial


Some o acento diferencial (aquele utilizado para distinguir timbres vocálicos):

pêlo - pelo
pára - para
pólo - polo
pêra - pera
côa - coa
ATENÇÃO! Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde(pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.


 


Acento Agudo No "u" Forte

Desaparece o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar:

averigúe - averigue
apazigúe - apazigue
ele argúi - ele argui
enxagúe você - enxague você

ATENÇÃO! As demais regras de acentuação permanecem as mesmas.



ALFABETO -Inclusão de Três Letras

Passa a ter 26 letras, ao incorporar as letras “K“, “W” e “Y“.

 



HÍFEN - Eliminação do Hífen Em Alguns Casos

O hífen não será mais utilizado nos seguintes casos:

1. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:

extra-escolar - extraescolar
aero-espacial - aeroespacial
auto-estrada - autoestrada

2. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes serem duplicadas:

anti-religioso - antirreligioso
anti-semita - antissemita
contra-regra - contrarregra
infra-som - infrassom

ATENÇÃO!   O hífen será mantido quando o prefixo terminar em  " r  "
Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.



quinta-feira, 24 de novembro de 2011


PORQUE / PORQUÊ / POR QUE / POR QUÊ

1. PORQUE é usado introduzindo:

explicação.

Não reclames, porque é pior.

causa.

Faltou à aula porque estava doente.

2. PORQUÊ é usado como substantivo; é sinônimo de motivo, razão.

Não sei o porquê disso.

3. POR QUE é usado equivalendo a:

pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais.

São muitos os lugares por que passamos. (pelos quais)

motivo, razão e causa nas frases interrogativas diretas e indiretas.

Por que você fez isso? (interrogativa direta)

Não sei por que você fez isso. (interrogativa indireta)

4. POR QUÊ é usado ao final da frase interrogativa. O que torna-se tônico, justificando, pois a presença do acento gráfico.

Você fez isto por quê?

domingo, 6 de novembro de 2011


COMO USAR OS CONECTIVOS?
  Introdução 
 Os conectivos são vocábulos gramaticais que estabelecem relações entre as palavras de uma frase. Em português há três espécies de conectivos:
 a) As preposições;
 b) Os pronomes relativos;
 c) As conjunções.
   1.Uso Dos Conectivos
  1.1-As preposições ora são usadas por exigência gramatical, ora com função semântica:
    Gosto de Ler.                                pulseira de ouro
  No primeiro caso , são chamadas relacionais , no segundo , nocionais.
  1.2-Os pronomes relativos, como conectivos , devem vir precedidos das  preposições exigidas pelos verbos presentes nas frases em que estão inseridos:
Esta é a casa de que gosto.
(e não:que gosto)
Este é o livro a que me referi
(e não:que me referi)
  1.3-As conjunções , coordenativas ou subordinativas, estabelecem relações claras entre frase ou palavras de mesma função e devem ter seu significado cuidadosamente preservado , já que são fundamentais na progressão e na coerência/coesão do texto.


Profª: Sandra Fumian

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=DUl7rNoGvp8

Queridos alunos do 8º ano, através do vídeo  acima e das características abaixo, poderemos entender  melhor o
 texto-teatral-ou-dramático.
Características do Texto Dramático

 É constituído por:
  • Texto principal: composto pelas falas dos actores que é ouvido pelos espectadores;
  • Texto secundário (ou didascálio): que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos actores.
É composto:
    • pela listagem inicial das personagens;
    • pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
    • pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em actos, cenas ou quadros);
    • pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens;
    • pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras;

 Ação – é marcada pela atuação das personagens que nos dão conta de acontecimentos vividos.
 Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em actos, correspondentes à mutação de cenários, e em cenas e quadros, equivalentes à mudança de personagens em cena.
O teatro moderno, narrativo ou épico, põe completamente de parte as normas tradicionais da estrutura externa.
 Estrutura interna:
  • Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da acção.
  • Conflito – conjunto de peripécias que fazem a acção progredir.
  • Desenlace – desfecho da acção dramática.
 Classificação das Personagens:
Quanto à sua concepção:
  • Planas ou personagens-tipo – sem densidade psicológica uma vez que não alteram o seu comportamento ao longo da acção. Representam um grupo social, profissional ou psicológico);
  • Modeladas ou Redondas – com densidade psicológica, que evoluem ao longo da acção e, por isso mesmo, podem surpreender o espectador pelas suas atitudes.

Quanto ao relevo ou papel na obra:
  • protagonista ou personagem principal Individuais
  • personagens secundárias ou
  • figurantes Colectivas

 Tipos de caracterização:
  • Direta – a partir dos elementos presentes nas didascálias, da descrição de aspectos físicos e psicológicos, das palavras de outras personagens, das palavras da personagem a propósito de si própria.
  • Indireta – a partir dos comportamentos, atitudes e gestos que levam o espectador a tirar as suas próprias conclusões sobre as características das personagens.

 Espaço – o espaço cénico é caracterizado nas didascálias onde surgem indicações sobre pormenores do cenário, efeitos de luz e som. Coexistem normalmente dois tipos de espaço:
  • Espaço representado – constituído pelos cenários onde se desenrola a acção e que equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco.
  • Espaço aludido – corresponde às referências a outros espaços que não o representado.
 Tempo:
  • Tempo da representação – duração do conflito em palco;
  • Tempo da acção ou da história – o(s) ano(s) ou a época em que se desenrola o conflito dramático;
  • Tempo da escrita ou da produção da obra – altura em que o autor concebeu a peça.
 Discurso dramático ou teatral:
  • Monólogo – uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos;
  • Diálogo – falas entre duas ou mais personagens;
  • Apartes – comentários de uma personagem para o público, pressupondo que não são ouvidos pelo seu interlocutor.
Além deste tipo de discurso, o tecto dramático pressupõe o recurso à linguagem gestual, à sonoplastia e à luminotécnica.
 Intenção do autor - pode ser:
  • Moralizadora;
  • Lúdica ou de evasão;
  • Crítica em relação à sociedade do seu tempo;
  • Didática.
 Formas do gênero dramático:
  • Tragédia
  • Comédia
  • Drama
  • Teatro Épico.

 Outras características:
  • Ausência de narrador.
  • Pessoa gramatical predominante (EU/TU).