quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SOU EDUCADORA! GRAÇAS A


Recados de Religioso para Orkut

CORDEL DA REFORMA ORTOGRÁFICA

  • Minha caneta eu peguei
  • Pra escrever o que sucedeu
  • Na grafia portuguesa
  • A reforma aconteceu
  • Pouca coisa alterou,
  • Mas a mudança se deu.

  • Então preste atenção
  • Faça nota dessa lista
  • Pois a partir de 2013,
  • Tá valendo a nova escrita
  • Ficará todo perdido
  • Quem ignorar essa dica.

  • Três simpáticas letrinhas
  • No alfabeto adentraram
  • Outrora excluídas,
  • Pro ABC se achegaram
  • Agora K, Y e W
  • Por aqui se instalaram.

  • O trema se deu mal
  • Que Infeliz sinalzinho
  • O U ficou solitário,
  • Perdeu o amiguinho
  • O trema desapareceu
  • Morreu o coitadinho.

  • Mas não parou por aí
  • Surgiu outro embaraço
  • Acentos de algumas paroxítonas
  • Sumiram do pedaço
  • Agudos e circunflexos,
  • Foram mandados pro espaço.
  • Para finalizar
  • Tenho um recadinho
  • O emprego do hífen
  • Alterou um pouquinho
  • Diminuiu o número de normas
  • Para o uso do tracinho.

Reforma ortográfica


1. O que é a reforma ortográfica?

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por oito países que falam a língua portuguesa: Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste (posteriormente). No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995.

Esse Acordo não afeta nenhum aspecto da língua falada, pois ele é meramente ortográfico, restringindo-se à língua escrita.


2. Objetivos do Acordo

- Facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países que falam português;

- Ampliar a divulgação do idioma e da literatura portuguesa
.

Fique atento!
O novo Acordo Ortográfico é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica dos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial.


3. Período de adaptação


O Acordo já está em vigor desde janeiro de 2009, entretanto, os falantes do idioma terão até dezembro de 2012 para se adaptarem à nova escrita. Nesse período, as duas normas ortográficas poderão ser usadas e aceitas como corretas nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos.

Veja agora o que mudou com o Acordo Ortográfico.


4. Alfabeto

Você se lembra das letras K, W, Y?
Elas agora foram incorporadas oficialmente no alfabeto. Dessa forma, o alfabeto passa a ter 26 letras. Confira:

A B C D E F G H I

J 
K L M N O P Q R

S T U V 
W X Y Z


5. Trema

O trema, sinal gráfico utilizado sobre a letra u dos grupos que, qui, gue, gui, foi abolido da língua portuguesa. Entretanto, a pronúncia das palavras continua a mesma.

Exemplo:
cinqüenta > cinquenta.

Fique atento!
O trema deve ser mantido apenas em nomes próprios de origem estrangeira e suas derivações.
Exemplo:
Müller, mülleriano.


6. Acento agudo

O acento agudo desaparecerá em três casos:
1) Nos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (aquelas cuja sílaba tônica é a penúltima).
Exemplos:
idéia > ideia jóia > joia assembléia > assembleia.
Fique atento:
Essa regra é válida somente para palavras paroxítonas, permanecem acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos:
Papéis, herói, heróis, troféu, troféus, anéis, dói, céu.


2) Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos formando hiato, quando sucedem um ditongo.
Exemplos:
baiúca > baiuca feiúra > feiura bocaiúva > bocaiuva.
Fique atento! 
Se a palavra for oxítona e o i ou u estiver em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos:
tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3) No u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar:
averigúe > averigue ele argúi > ele argui
apazigúe > apazigúe enxagúe você > enxague você


7. Acento diferencial

Não se usa mais o acento diferencial para distinguir os timbres vocálicos, deixando de existir nos seguintes casos: pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

Exemplos:

Como era Como fica
Ela pára o carro. Ela para o carro.
João foi ao pólo Norte. João foi ao polo Norte.
Ele comeu uma pêra. Ele comeu uma pera.
O gato de Maria tem pêlos brancos. O gato de Maria tem pelos brancos.


8. Onde permanece o acento diferencial?


1) Permanece o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.


2) Verbos: ter e vir, assim como seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.), permanecem com os acentos que diferenciam o singular do plural.

Exemplos:

Singular Plural
Ele tem uma casa. Ele têm duas casas.

Ele vem de Salvador. Eles vêm de Salvador.

Ela mantém a palavra. Elas mantêm a palavra.

O ditador detém o poder. Os ditadores detêm o poder.



9. Acento circunflexo

Vogais dobradas:
Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos):

crêem creem
lêem leem
prevêem preveem
vêem veem
enjôo enjoo
vôos voos

10. Eliminação do hífen

O hífen deixará de ser empregado nos seguintes casos:
1) Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:
Exemplos:
Como era Como fica
extra-escolar extraescolar
aero-espacial aeroespacial
auto-escola autoescola


2) Quando o prefixo da palavra termina em vogal e o segundo elemento começa com s ou r. Neste caso, a consoante será duplicada.
Exemplos:
Como era Como fica
anti-religioso antirreligioso
contra-regra contrarregra
infra-som infrassom

Fique atento!
O hífen será mantido quando o prefixo terminar em r-
Exemplos:
hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.



3) Não se utilizará mais o hífen nas palavras que, pelo uso, perderam a noção de composição.

Exemplos:

Como era Como fica
pára-quedas paraquedas
pára-lama paralama
pára-choque parachoque



11. Onde o hífen passa a ser utilizado?

Em palavras cujo prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal

Exemplos:

micro-ondas;
micro-ônibus;
semi-interno;
contra-atacar;
anti-ibérico. 

 "A árvore do dinheiro" (http://br.youtube.com/watch?v=2p7gMAPwcaU)


 
;Casamento do Curió” em http://br.youtube.com/watch?v=HJG1d4Zotag&feature=related

terça-feira, 9 de agosto de 2011




Robinson Crusoé

Leitura para o 3º bimestre /2011/ Turma 701: 


Ler é bom demais!
Robinson era um jovem marinheiro inglês. Ao viajar para a África, seu navio é colhido por uma tempestade e naufraga. Toda a tripulação morre, com exceção do jovem, que se refugia numa ilha deserta do Caribe. Lá, ele se defronta com as dificuldades de uma existência primitiva...

Robinson Crusoé - A conquista do mundo numa ilha.
Daniel Defoe  -    Editora Scipione
(você poderá encontrar o livro também na biblioteca da escola) 

Obra: escrita em 1719, Robinson Crusoé é a obra que o tornou famoso. O romance foi inspirado na história verídica de um marinheiro escocês, que por quatro anos viveu isolado na ilha de Juan Fernandez, no Caribe. O livro conta a vida do jovem inglês Robinson Kreutznaer, logo conhecido como Robinson Crusoé. Tendo gosto por aventuras, torna-se marinheiro e experimenta toda sorte de peripécias, che­gando inclusive a viver por algum tempo no Brasil. Em uma expedição malsucedida rumo à África, o navio em que viajava encalha e o bote salva-vidas naufraga com todos a bordo. Crusoé é o único sobre­vivente e passa a viver sozinho em uma ilha desabitada, utilizando apenas os recursos que consegue salvar dos destroços do navio encalhado e sua própria engenhosidade em produzir as ferramentas e os utensílios necessários para a sua sobrevivência durante os anos em que vive na ilha.


domingo, 7 de agosto de 2011



Quem narra, narra o que viu, o que viveu, o que testemunhou, mas também o que imaginou, o que sonhou, o que desejou. Por isso, narração e ficção praticamente nascem juntas.


O que é narrativa de aventura?

A narrativa de aventura tem como protagonista, normalmente, um valente e audaz herói que vive as mais incríveis e surpreendentes situações. O aventureiro não se abate diante de desafios sucessivos, pelo contrário, envolve-se em uma sequência de peripécias para escapar do perigo. Daí ser a ação um elemento fundamental da narrativa de aventura. O leitor é, assim, conduzido por sucessivas ações encadeadas a partir do desenvolvimento de temas fascinantes como a viagem.


A viagem, na aventura, é sempre repleta de obstáculos e perigos que desafiam a astúcia e a coragem do aventureiro. Tanto pode ser uma viagem por terra, quanto por mar ou mesmo pelo ar. Viaja-se para e por lugares exóticos, ilhas distantes, desertos... Enfrentam-se piratas, animais ferozes, estranhas criaturas... São apresentados povos desconhecidos, hostis ou amigáveis, com hábitos muitas vezes estranhos à cultura do herói. Frequentemente, a viagem é motivada pela busca por um incrível tesouro. Há sempre, nesses casos, disputa por um mapa que levaria ao grande prêmio. Sem dúvida, a obra emblemática dessa tradição da narrativa de aventura é precisamente A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson. Por outro lado, a viagem pode ser tão-somente necessária à sobrevivência do herói, que pode construir uma nova vida longe de sua terra natal.


O romance de aventura, cujas origens remontam ao século XVII, vai encontrar no cinema, assim como a ficção científica e a narrativa policial, espaço privilegiado, graças à forma como seu conteúdo é apresentado às massas. Para agradar ao grande público, esses gêneros ficaram muitas vezes reduzidos a uma “receita”, de modo que um leitor (ou espectador) mais habitual consiga sem dificuldades antecipar o que irá acontecer ao longo da história. De qualquer maneira, merece destaque, quando se trata de famosos filmes de aventura, a série Indiana Jones dirigida por Steven Spielberg nos anos de 1980.






Leia o trecho abaixo do livro A volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne:
Três passagens para Iocoama

Durante os primeiros dias de viagem, o tempo foi péssimo. O vento aumentou e, soprando de noroeste, com persistência, contrariou o avanço do Rangoon, que sem a necessária estabilidade, balançava em todas as direções, dando motivos mais que suficiente aos viajantes para guardarem rancor às longas e inquietas ondas que o vento levantava sobre a superfície do mar.